Ouvir que uma cirurgia de coluna pode ser necessária costuma gerar receio — e é natural. A boa notícia é que boa parte dos procedimentos hoje em dia pode ser feita com técnicas minimamente invasivas, o que muda bastante a experiência do paciente em relação à cirurgia aberta tradicional.

O que muda na técnica minimamente invasiva

Em vez de um corte grande, o acesso é feito por incisões pequenas, com o auxílio de instrumentos especializados e, em muitos casos, de microscopia ou endoscopia. Isso reduz o dano aos músculos e tecidos ao redor da coluna, que na técnica tradicional precisam ser afastados de forma mais ampla para o cirurgião alcançar a área afetada.

Na prática, isso costuma significar menos dor no pós-operatório, menor tempo de internação e uma volta mais rápida às atividades do dia a dia — sempre dependendo do tipo de problema tratado e da resposta individual de cada paciente.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia não costuma ser a primeira opção. Na maioria dos casos de hérnia de disco, por exemplo, o tratamento começa de forma conservadora: fisioterapia, medicação e ajustes de rotina. A cirurgia entra em cena quando:

  1. O tratamento conservador não trouxe melhoraDepois de um período razoável de acompanhamento clínico, sem resposta significativa aos sintomas.
  2. Há perda de força ou sensibilidadeQuando o nervo comprimido já está afetando a função motora ou sensitiva de um membro.
  3. A dor é incapacitanteQuando compromete de forma severa o sono, o trabalho e as atividades básicas do dia a dia.

Como costuma ser a recuperação

Cada caso tem seu próprio ritmo, mas de forma geral pacientes operados com técnica minimamente invasiva costumam ter alta em menos tempo e retomam caminhadas leves rapidamente, com retorno gradual às atividades mais intensas conforme orientação médica.

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." — Carl Jung

Se você está lidando com dor persistente na coluna e já tentou outras abordagens sem sucesso, vale conversar com um neurocirurgião para entender as opções disponíveis para o seu caso específico.

Dra Doralice Batista

Dra Doralice BatistaNeurocirurgiã · UFMG · membro SBN e SNOLA · 13+ anos de atuação